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A importância de um cérebro completamente quieto
Krishnamurti


A mente embotada, a mente entorpecida pela disciplina, não pode, em circunstância alguma, compreender o que é a realidade. Temos de libertar-nos completa e totalmente do pensamento. Necessitamos de uma mente não deformada, muito lúcida, mente não embotada — e que não esteja seguindo nenhuma diretiva ou propósito. Perguntareis: “É possível alcançar esse estado mental em que não há experimentar?” — “Experimentar” implica uma entidade que está experimentando, por conseguinte, dualidade: o experimentador e a coisa experimentada, o observador e a coisa observada. Quase todos nós desejamos uma certa experiência profunda, maravilhosa, mística; nossas experiências de cada dia são tão triviais, tão banais e superficiais, que desejamos algo de “eletrizante”. Nessa extravagante idéia de termos uma experiência maravilhosa encerra-se a dualidade representada pelo “experimentador” e a “experiência”. Enquanto existir essa dualidade, haverá deformação; porque o experimentador é o passado, com todos os conhecimentos e memórias nele acumulados. Insatisfeito com as atuais experiências, deseja ele uma experiência muito mais grandiosa, “projeta-a” como idéia e trata de alcançar essa “projeção”: mais uma vez, dualidade e deformação.
A verdade não é uma coisa que se possa experimentar. A verdade não pode ser buscada e achada. Está fora do tempo. E o pensamento, que é tempo, nenhuma possibilidade tem de buscá-la e “pegá-la”. Portanto, é necessário compreender profundamente essa questão do desejo de experiência. Vede, por favor, quanto isso é importante. Qualquer forma de esforço, de desejo, de busca da verdade, de exigência de experiência, é o observador a querer algo transcendental e a esforçar-se por alcançá-lo; sua mente, por conseguinte, não é lúcida, incorrompida, não-mecânica. Quando a mente está a buscar uma experiência, por mais maravilhosa que seja, isso significa que o “eu” a está buscando — o “eu”, que é o passado, com todas as suas frustrações, aflições, esperanças.
Observai, por vós mesmo, como funciona o cérebro. Ele é o depósito da memória, do passado. Essa memória está sempre a reagir, “gostando” e “não gostando”, justificando, condenando, etc.; a reagir de acordo com seu condicionamento, de acordo com a cultura, a religião, a educação, nela armazenadas. Esse depósito, de onde surge o pensamento, guia a maior parte de nossa vida. Está dirigindo e moldando nossa vida, a cada minuto do dia, consciente ou inconscientemente; está gerando pensamento, gerando o “eu”, que é a essência mesma do pensa mento e das palavras. Pode esse cérebro, com seu conteúdo — o “velho” — tornar-se completamente quieto — só despertando quando necessário operar, funcionar, falar, agir, porém, a maior parte do tempo, completamente estéril?
Meditação é descobrir se o cérebro, com todas as suas experiências, pode tornar-se absolutamente quieto. Não forçado a isso, porque, no momento em que o forçamos, torna a surgir a dualidade, a entidade que diz “Eu gostaria de ter experiências maravilhosas e, portanto, tenho de obrigar o meu cérebro a quietar-se.” Nunca o conseguirá! Mas, se começardes a investigar, a olhar, a observar, a “escutar” todos os movimentos do pensamento, seu condicionamento, seus alvos, seus temores e prazeres; observar como o cérebro funciona — vereis então que ele se tornará sobremodo quieto; essa quietação não é um estado de sono, pois o cérebro se acha então sumamente ativo e, portanto, em silêncio. Um dínamo grande, em perfeito estado de funcionamento, quase não faz barulho; só quando há atrito, há barulho.
Cumpre-nos descobrir se nosso corpo é capaz de ficar sentado ou deitado, em completa quietação, sem nenhum movimento, sem estar sendo forçado. Podem o corpo e o cérebro — pois estão psicossomaticamente relacionados — tornar-se quietos? Há vários exercícios para pôr o corpo quieto, mas tais exercícios implicam coerção; o corpo quer erguer-se e andar, mas lhe impomos que fique quieto, e começa a batalha: querer sair à rua e querer ficar sentado e quieto.
A palavra “ioga” significa “ajuntar”. O próprio termo “ajuntar” é impróprio, porque implica dualidade. Provavelmente a ioga, como uma determinada série de exercícios e movimentos respiratórios, foi inventada na Índia há milhares de anos. Sua finalidade é manter as glândulas, os nervos e todo o organismo funcionando saudavelmente, sem remédios, e sobremodo sensível. O corpo precisa ser sensível, porque de outro modo não se pode ter um cérebro claro. É fácil ver este simples fato que precisamos ter um corpo perfeitamente são, sensível, alertado, e um cérebro a funcionar muito claramente, não emocionalmente, não pessoalmente; o cérebro é então capaz de pôr-se absolutamente quieto. Mas, como conseguir isso? Como pode o cérebro, que anda sempre tão ativo — não apenas durante o dia, mas também quando dormimos — ficar em completo repouso, inteiramente quieto? Decerto, nenhum método produzirá esse efeito, já que todo método implica repetição mecânica, que entorpece e embota o cérebro; e, nesse estado de embotamento, pensais ter experiências maravilhosas!
Como pode o cérebro, que anda sempre a monologar ou a palrar, sempre julgando, avaliando, “gostando” e “não gostando”, constantemente variando, quietar-se de todo? Estais vendo, por vós mesmo, quanto é importante ter o cérebro completamente quieto? Porque, em qualquer momento em que o cérebro está agindo, sua ação é reação do passado, traduzida em pensamento. Só quando totalmente quieto, é ele capaz de observar uma nuvem, uma árvore, a correnteza de um rio. Podeis ver quanto é bela a luz que brilha naquelas montanhas e, contudo, estar com o cérebro totalmente quieto. Já deveis ter observado isso, não? Como sucede? A mente, em presença de algo extraordinário, como um mecanismo extremamente complicado, um maravilhoso computador, ou um esplendoroso pôr do Sol, fica perfeitamente quieta, ainda que por uma fração de segundo. Sabeis, quando se dá um brinquedo a uma criança, como o brinquedo a absorve, como a criança fica toda interessada nele. Do mesmo modo, a majestade das montanhas, a beleza de uma árvore, a correnteza das águas, absorvem a mente e a põem quieta. Mas, nesses casos, o cérebro é posto quieto por alguma coisa. Pode o cérebro imobilizar-se sem a ingerência de nenhum fator externo? Não descobrindo nenhuma maneira de quietá-lo, certas pessoas esperam pela graça de Deus, rezam, têm fé, absorvem-se em Jesus, nisto ou naquilo. É bem evidente que essa absorção numa coisa externa só pode verificar-se numa mente embotada, entorpecida. O cérebro está em contínua atividade, do despertar ao adormecer — e mesmo então a atividade cerebral prossegue. Essa atividade, na forma de sonhos, é o mesmo movimento do dia, continuado durante o sono. O cérebro nunca tem um momento de repouso, nunca diz “Acabei”. Leva para as horas de sono os problemas que acumulou durante o dia, e, ao despertardes, os mesmos problemas continuam, ininterruptamente: um círculo vicioso. O cérebro, para que possa quietar-se, não deve ter sonhos. Quando o cérebro está quieto durante o sono, introduz-se na mente uma capacidade inteiramente nova. Como pode o cérebro, sempre tão intensa e ardorosamente ativo, imobilizar-se, natural e simplesmente, sem nenhum esforço ou coerção? Eu vo-lo mostrarei.
Como dissemos, durante o dia o cérebro está incessantemente ativo. Se ao despertardes e olhardes pela janela, exclamais “Oh, que chuva!” ou “Que dia maravilhoso, mas quente demais” — já pusestes o cérebro em movimento! Assim, no momento de olhardes pela janela, não digais para vós mesmo uma só palavra. Isso não significa reprimir as palavras, porém, apenas, compreender que no momento em que dizeis “Que linda manhã!” ou “Que tempo horrível!” — o cérebro se põe em movimento. Mas se, olhando pela janela, observais as coisas sem pronunciardes uma única palavra (e isso não é reprimir a palavra), se ficais apenas observando, sem a imediata intromissão da atividade cerebral, tendes então a solução, a chave do problema (de pôr o cérebro quieto). Quando não reage o velho cérebro, começa a despontar o cérebro novo. Podeis observar as montanhas, os rios, os vales, as sombras, as árvores formosas, as maravilhosas nuvens, totalmente iluminadas, além das montanhas — sem pronunciar uma palavra, sem comparar.
Mas, isso se torna bem mais difícil quando se observa outra pessoa, porque, aí, já tendes imagens estabelecidas. Observai, ainda assim! Assim observando, com claro percebimento, vereis que a ação assume uma extraordinária vitalidade: é a ação completa, que nunca é levada para o próximo minuto. Compreendeis?
Todos nós temos problemas, profundos ou superficiais — insônia, brigas com a mulher, problemas que vamos levando de dia para dia. Os sonhos são a repetição desses mesmos problemas, a interminável repetição do medo e do prazer. Isso, decerto, entorpece a mente e embota o cérebro. Ora, é possível pôr fim a cada problema, no momento de surgir? — não levá-lo para diante? Tomemos um problema: alguém me insulta, chama-me “idiota”. Instantaneamente, o velho cérebro reage, dizendo “Idiota é você!” Se, antes de o cérebro reagir, me torno perfeitamente cônscio do que foi dito — uma coisa desagradável — abro um intervalo, de modo que o cérebro não pode logo precipitar-se para a arena. Assim, se durante o dia observardes, em vossos atos, o movimento do pensamento, percebereis que ele está a criar problemas, e que problemas são coisas incompletas e, por conseguinte, têm de ser levados para diante. Mas, se observardes com o cérebro realmente quieto, vereis que a ação é completa, instantânea; não se leva para diante o problema, não se leva para diante o insulto, o elogio: é coisa acabada. E, depois, durante o sono, o cérebro já não levará consigo as “velhas” atividades do dia, estará em completo repouso. E, estando o cérebro quieto durante o sono, verifica-se um rejuvenescimento de toda a sua estrutura — desponta a inocência. A mente “inocente” é capaz de ver o verdadeiro — não a complicada mentalidade do filósofo ou do sacerdote.
A mente inocente abrange aquele todo em que está contido o corpo, o coração, o cérebro e a mente propriamente dita. A mente inocente, jamais atingida pelo pensamento, pode ver o verdadeiro, o real. Isso é meditação. Para alcançar-se aquela maravilhosa beleza da verdade e seu êxtase, é necessário lançar a base adequada. Essa base é a compreensão do pensamento, que gera medo e nutre o prazer; é a compreensão da ordem e, por tanto, virtude. Fica-se, assim, livre de todo conflito, de toda agressividade, brutalidade e violência. Lançada essa base da liberdade, desponta uma sensibilidade que é a culminância da inteligência, e a vida do homem se torna, em todos os seus aspectos, inteiramente diferente.

 

Sem Objetivo

Sem objetivo

(Thich Nhat Hanh, “Paz a cada passo”).

No Ocidente, somos muito direcionados para os objetivos. Sabemos onde queremos ir e direcionamos nossas forças para chegar lá. Isso pode ser útil, mas muitas vezes nos esquecemos de apreciar também o caminho.

Existe no budismo uma palavra que significa “ausência de desejo” ou “ausência de objetivo”. A idéia consiste em você não colocar um alvo à sua frente e sair correndo atrás dele, porque tudo já está aqui em você mesmo. Enquanto praticamos a meditação andando, não tentamos chegar a lugar nenhum. Damos apenas passos felizes, serenos. Se não pararmos de pensar no futuro, no que queremos realizar, perderemos nossos passos. O mesmo vale para a meditação sentada. Nós sentamos só para apreciar o estar sentado. Não nos sentamos a fim de alcançar um objetivo. Isso é de importância vital. Cada momento da meditação sentada nos traz de volta à vida, e nós devemos nos sentar de forma tal que nos sintamos bem o tempo todo. Quer estejamos chupando uma tangerina, tomando uma xícara de chá, ou caminhando em meditação, deveríamos fazê-lo “sem objetivo”.

Muitas vezes dizemos a nós mesmos, “Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!” Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: “Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!” Precisamos aprender a parar de vez em quando, a fim de ver com nitidez. A princípio, “parar” pode parecer uma “resistência” à vida moderna, mas não se trata disso. “Parar” não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. “Parar” não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro.

A base da felicidade é a plena consciência. A condição fundamental para ser feliz é ter a consciência de que se é feliz. Se não percebermos que estamos felizes, não estaremos realmente felizes. Quando estamos com dor de dente, nos damos conta de que não ter dor de dente é maravilhoso. Mas, mesmo assim, não nos sentimos felizes quando estamos sem dor de dente. Esquecemos o quanto é agradável não ter dor de dente. Há tantas coisas que são agradáveis, mas que não sabemos apreciar se não praticamos a plena consciência. Quando estamos com a mente alerta, valorizamos essas coisas e aprendemos a protegê-las. Ao cuidar bem do momento presente, estamos cuidando bem do futuro. Trabalhar pela paz do futuro é trabalhar pela paz no momento presente.

Nossos sentimentos desempenham um papel muito importante por dirigirem todos os nossos pensamentos e ações. Existe em nós um rio de sentimentos, no qual cada gota d’água é um sentimento diferente e cada um depende de todos os outros para sua existência. Para observar esse rio, sentamo-nos à sua margem e identificamos cada sentimento à medida que ele vem à tona, passa por nós e desaparece.

Há três tipos de sentimentos — agradáveis, desagradáveis e neutros. Quando temos um sentimento desagradável, podemos querer afastá-lo. O mais eficaz é voltar à nossa respiração consciente e apenas observá-lo, identificando- o em silêncio para nós mesmos. “Inspirando, sei que há um sentimento desagradável em mim. Expirando, sei que há um sentimento desagradável em mim.” Chamar o sentimento pelo seu nome, “raiva”, “tristeza”, “alegria” ou “felicidade” , nos ajuda a identificá-lo com clareza e reconhecê-lo em maior profundidade.

Podemos usar nossa respiração para entrar em contato com nossos sentimentos e aceitá-los. Se nossa respiração for leve e tranqüila — resultado natural da respiração consciente — nossa mente e nosso corpo irão lentamente se tornando leves, tranqüilos e claros. E da mesma forma nossos sentimentos. A observação plenamente consciente se baseia no princípio da “não-dualidade” ; nosso sentimento não está separado de nós nem foi causado apenas por algo externo a nós. Nosso sentimento é nosso eu, e temporariamente nós somos esse sentimento. Não submergimos nesse sentimento, nem nos aterrorizamos com ele, tampouco o rejeitamos. Nossa atitude de não nos agarrarmos aos nossos sentimentos e de tampouco rejeitá-los é a atitude de desapego, uma parte vital da prática da meditação.

Se encararmos nossos sentimentos desagradáveis com cuidado, afeição e não-violência, podemos transformá-los naquele tipo de energia que é saudável e que tem a capacidade de nos nutrir. Através da observação consciente, nossos sentimentos desagradáveis podem ser muito esclarecedores para nós, proporcionando- nos revelações e compreensão a respeito de nós mesmos e da nossa sociedade.

O primeiro passo ao lidar com os sentimentos é reconhecer cada sentimento no instante em que surge. O meio para isso é a plena consciência. No caso do medo, por exemplo, você recorre à plena consciência, olha para o medo e o reconhece como medo. Você sabe que o medo brotou de você mesmo e que a plena consciência também brotou de você mesmo. Os dois estão em você, não em luta, mas cuidando do outro.

O segundo passo consiste em se tornar uno com o sentimento. Melhor não dizer, “Vá embora, Medo. Não gosto de você. Você não é eu.” Muito mais eficaz é dizer, “Oi, Medo. Como é que você está hoje?” Em seguida, você pode estimular esses dois aspectos, a plena consciência e o medo, a se cumprimentarem como amigos e a se unirem. Isso pode parecer assustador, mas, como você já sabe que você é mais do que seu medo, não é preciso se amedrontar. Desde que sua mente esteja alerta, ele fará companhia ao seu medo. A prática fundamental é nutrir a plena consciência com a respiração consciente, para mantê-la alerta, cheia de vida e força. Embora no início sua plena consciência possa não ser muito potente, se você a alimentar, ela se tornará mais forte. Contanto que a sua consciência esteja plena e presente, você não será submerso pelo medo. Na realidade, você começará a transformá-lo no exato instante em que dentro de si der à luz a percepção.

O terceiro passo é o de acalmar o sentimento. Como a consciência plena está cuidando bem do seu medo, ele começa a acalmar-se. “Inspirando, acalmo as atividades do corpo e da mente.” Você acalma seu sentimento só por estar com ele, como uma mãe segurando ternamente o filhinho que chora. Ao sentir a ternura da mãe, o neném se acalma e pára de chorar. A mãe é a sua mente alerta, nascida das profundezas da sua consciência, e ela tratará do sentimento da dor. A mãe que segura o bebê forma uma unidade com ele. Se a mãe estiver pensando em outras coisas, a criancinha não se acalmará. A mãe tem de abandonar as outras coisas e apenas segurar seu filhinho. Por isso, não evite seu sentimento. Não diga, “Você não é importante. Você é só um sentimento.” Passe a formar uma unidade com ele. Você pode dizer, “Expirando, acalmo meu medo.”.

O quarto passo é largar o sentimento, soltá-lo. Graças à sua calma, você está à vontade, mesmo em meio ao medo; e sabe que esse medo não vai crescer e se transformar em algo esmagador. Quando você se descobre capaz de tomar conta do seu medo, ele já está reduzido a um mínimo, tornando-se mais brando e menos desagradável. Agora você pode sorrir para ele e deixá-lo partir, mas, por favor, pare por aqui. Acalmar e largar um sentimento são apenas curas para os sintomas. Você agora tem a oportunidade de se aprofundar e trabalhar na transformação da raiz do seu medo.

O quinto passo é olhar profundamente. Você examina em profundidade o seu bebê — seu sentimento de medo — para ver o que está errado, mesmo depois que o bebê parou de chorar, mesmo depois que o medo se foi. É impossível segurar uma criança no colo o tempo todo. Por isso, você deve examiná-la para ver a causa do que está errado. Com esse exame, você será o que o ajudará a começar a transformar o sentimento. Você perceberá, por exemplo, que seu sofrimento tem muitas causas, intensas e externas ao seu corpo. Se há algo de errado em volta dele, se você conserta a situação, com carinho e cuidado, ele se sentirá melhor. Ao examinar seu bebê, você verá os elementos que o estão fazendo chorar. Ao vê-los, você saberá o que fazer e o que não fazer para transformar o sentimento e se sentir livre.

Esse processo é semelhante ao da psicoterapia. Em companhia do paciente, o terapeuta observa a natureza da dor. Muitas vezes, o terapeuta pode revelar causas de sofrimento que se originaram da forma pela qual o paciente encara a vida, das opiniões que ele tem sobre si mesmo, sobre a sua cultura e o mundo em geral. O terapeuta examina esses pontos de vista e essas opiniões com o paciente, e juntos eles colaboram para libertá-los daquele tipo de prisão em que estava. No entanto, o esforço do paciente é crucial. O professor deve trazer à luz o professor que existe dentro do aluno; e o psicoterapeuta deve trazer à luz o psicoterapeuta que há no íntimo do seu paciente. O “psicoterapeuta interno” do paciente poderá então trabalhar em tempo integral de uma forma muito eficaz.

O terapeuta não trata do paciente simplesmente lhe repassando um outro conjunto de opiniões. Ele tenta ajudar o paciente a perceber que tipos de idéias e de crenças causam o seu sofrimento. Muitos pacientes querem se ver livres dos sentimentos dolorosos, mas não querem se livrar das opiniões, dos pontos de vista que são as verdadeiras raízes dos seus sentimentos. Portanto, o terapeuta e o paciente têm que trabalhar juntos para ajudar o paciente a ver as coisas como elas são. O mesmo vale para quando recorrermos à plena consciência para transformar nossos sentimentos. Depois de reconhecermos o sentimento, de nos tornarmos unos com ele, de o acalmarmos o de o largarmos, podemos examinar suas causas em profundidade. Elas muitas vezes se baseiam em percepções incorretas. Assim que compreendemos as causas e a natureza dos nossos sentimentos, eles começam a se transformar.

Meditação e Produtividade

Meditação e Produtividade

  Conceição Trucom

  Imagine uma garrafa cheia de areia e água. Agora mantenha esta garrafa sob contínua agitação. O que enxergamos através dessa garrafa? Certamente uma lama opaca e turva. Pois é dessa maneira, que a mente humana funciona a maior parte do tempo, mesmo dormindo. Mas, se interrompermos a agitação da garrafa por alguns minutos, a areia se depositará harmoniosa no fundo, e a água se tornará transparente. A meditação faz o mesmo com a nossa mente, e, ao serená-la, libera a inteligência e a criatividade. A meditação não deve ser encarada como um esforço, basta encontrarmos a técnica mais adequada aos nossos objetivos, momento ou espaço. Em geral, o que mais atrai as pessoas para a meditação é a promessa de fazer com que a pessoa fique mais relaxada e serena, a maior parte do tempo.

  Mas algumas das pessoas que sofrem muita pressão, principalmente no trabalho, parecem considerar o relaxamento uma idéia inconveniente. Quando Herbert Benson, da escola de Medicina de Harvard, escreveu um artigo na Harvard Business Review, recomendando que os empresários permitissem que os seus funcionários (inclusive os próprios), tivessem um tempo para relaxar, houve uma avalanche de cartas de protesto, afirmando que a tensão e o estresse são matérias- prima essenciais para a administração eficiente dos negócios. Mas, por experiência própria, e dos muitos meditadores que estudo ou conheço, a meditação produz pessoas mais ativas, criativas e positivas.

  As pesquisas sobre os efeitos da meditação no cérebro revelam que a meditação treina a capacidade de prestar atenção, de estar alerta e presente a cada instante do nosso dia-a-dia. Isso a diferencia de muitas outras formas de relaxamento, que permitem que a mente divague livre, leve e solta. Esse aguçamento da atenção dura além da própria sessão de meditação. A atenção irá manifestar-se de várias formas ao longo do dia da pessoa que medita. Verificou-se, por exemplo, que a meditação aperfeiçoa a habilidade da pessoa de captar sutis manifestações no ambiente, e de prestar atenção ao que está acontecendo, em vez de permitir que a mente se disperse com pré-ocupações e pensamentos não pertinentes àquele momento. Essa habilidade significa que, ao conversar com alguém, a pessoa que medita regularmente, estabelece uma relação de maior empatia com as pessoas e seu ambiente, porque consegue prestar uma atenção especial no que acontece a sua volta, conseguindo inclusive, captar melhor as mensagens ocultas que estão sendo transmitidas. Meditar é deleitar-se com o próprio ser, quando então podemos desfrutar da nossa serenidade interna.

  Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.

  1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.  
  2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua
  3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite… dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc… Muito mais rápido e economizando 70% de gás.
  4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.
  5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc…
  6. COMA MENOS CARNE VERMELHA. A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.
  7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR. Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer Zé mane tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.
  8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO. Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.
  9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS. É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.
  10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO. Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.
  11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES. Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.
  12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO. Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).
  13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY. Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.
  14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!
  15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.
  16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
  17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.
  18. TOME BANHO DE CHUVEIRO. E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.
  19. USE MENOS ÁGUA QUENTE. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.
  20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.
  21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).
  22. FAÇA COMPOSTAGEM. Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.
  23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS. Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.
  24. COMPRE PAPEL RECICLADO. Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.
  25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRAS. Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.
  26. PLANTE UMA ÁRVORE. Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.
  27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
  28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS. Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para
    ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
  29. COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.
  30. ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.
  31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO. Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.
  32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.
  33. LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.
  34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.
  35. USE O TELEFONE OU A INTERNET. A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.
  36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA. Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.
  37. ECONOMIZE CDS E DVDS. CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.
  38. PROTEJA AS FLORESTAS. Por anos os ambientalistas foram vistos como “eco-chatos”. Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.
  39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS. O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.
  40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?
  41. DESLIGUE O COMPUTADOR. Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.
  42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR. O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.
  43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.
  44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA.
    Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de
    brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada
    idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais
    precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com
    água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.
  45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS. Use o bom senso… Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas
    trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada
    3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que
    você mije na cama…
  46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS. A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!
  47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA. Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!
  48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM. Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.
  49. REGUE AS PLANTAS À NOITE Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.
  50. FREQUENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS, Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.
  51. VÁ DE ESCADA. Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

10 Fobias Bizarras

  1. Coulrofobia – Medo de palhaços. A fobia é bem comum nas crianças, mas é encontrada nos adolescentes e adultos também. Os acometidos por este mal geralmente sofreram uma experiência pessoal ruim, em tempos passados, com palhaços ou viram alguma imagem sinistra na mídia
  2. Globofobia – Medo de bexigas. Definido como “um medo persistente, anormal e irracional de bexigas”, a cada ano essa fobia surpreendentemente comum causa dificuldade a inúmeras pessoas. A fobia em si se manifesta de maneiras diferentes. Alguns sofrem por quase todo o tempo e outros apenas por estímulo direto. Todos possuem sua única fórmula de como e quanto se sentem mal.
    Como muitas outras fobias, a globofobia é criada por um mecanismo de proteção da mente inconsciente. Em algum ponto do passado provavelmente houve algum evento ligando as bexigas com trauma emocional
  3. Algodãofobia – Medo de bolas de algodão. “Alguém compartilha comigo meu terror de bolas de algodão? (É tão terrível, que elas me causam ataques de pânico.) Estou falando sério… Desde que era criança eu não podia tocá-las, e enquanto eu ficava mais velha passei a desenvolver um medo tão extremo, que tenho reações físicas apenas ao pensar nelas. Eu as evito nas lojas e não permito que entrem em minha casa. Eu sei, muitos dos meus amigos acham que é muito engraçado, mas eu preferiria ficar de pé no topo de um arranha-céu, cercada de aranhas e cobras do que ter que olhar para uma bola de algodão novamente.”
    Medo de bolas de algodão é uma das novas fobias que ainda tem que ser nominadas oficialmente. O nome proposto é simples: algodãofobia.
  4. Medo de picles. Mariah diz que a textura, o cheiro e apenas um pensamento sobre picles a aterroriza. Ironicamente ela trabalha como garçonete.
  5. Itifalofobia – Medo de ereções. Aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de ver um pênis ou ter o pênis ereto.
    A maior parte daqueles que sofrem deste mal ficam surpresos por saber que não estão sozinhos nesta surpreendentemente comum, porém raramente mencionada, fobia.
    Para quem sofre de itifalofobia apenas ter, ver ou pensar em uma ereção pode levar a ataques de pânico ou ansiedade severa.
  6. Efebofobia – medo de adolescentes. A efebofobia é definida como um medo irracional (psicológico e social) de adolescentes e um preconceito contra eles. Os efeitos deste mal parecem causar graves efeitos na saúde econômica das nações. Ao menos um grande economista (Kirk Astroth, 1994) propôs que o medo da juventude pode ter sérias conseqüências na economia.
  7. Gimnofobia - Medo da nudez. É o medo ou ansiedade sobre ser visto nu e/ou ver outros da mesma maneira, mesmo em situações onde ela é sociamente aceita, como no vestiário.
    Os gimnofóbicos podem experimentar medo de nudez em frente de todos ou de pessoas específicas e podem considerar seu medo como irracional. Essa fobia comumente surge de sentir-se inadequado porque o corpo seria fisicamente inferior, particularmente em comparação com as imagens idealizadas da mídia. O medo também pode estar relacionado com a ansiedade sobre a sexualidade
    em geral.
    Também está relacionado com a imaginação persistente de vulnerabilidade associado com aqueles que já viram a gimnofóbica nua, porque eles estariam, supostamente, continuando a imaginá-la pelada.
  8. Medo de móveis antigos. O ator holywoodiano Billy Bob Thorton, ex-marido de Angelina Jolie, tem medo de algumas coisas estranhas como certos tipo de talheres e dragões de komodo. Ele também tinha medo de voar (medo que ele afirmou ter desaparecido completamente, paradoxalmente, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, no World Trade Center). Mas fobia mesmo ele tem de móveis antigos, traço que ele já compartilhou com um de seus personagens.
    “Eu não tenho fobia de antiguidades estado-unidenses, é [medo de antiguidades] francesas, na maioria. Você sabe, como aquelas poltronas antigas, entalhadas com o assento de veludo. Do tipo Luís XIV. Aquilo me dá calafrios. Eu posso detectar imitações de antigüidades a um quilômetro. Elas tem uma vibração diferente. E muito menos pó.”
  9. Neofobia – Medo de coisas novas. É o medo de coisas ou experimentos novos. Também é conhecida como cainotofobia ou cainofobia. Na psicologia é definida como o meno persistente e anormal de qualquer coisa nova. Em sua forma mais leve pode manifestar-se como resistência de tentar coisas novas ou quebrar a rotina. O termo também é utilizado para descrever raiva, frustração ou tremores diante coisas novas e mudanças em geral. Alguns grupos conservadores e reacionários são comumente descritos como neofóbicos em suas tentativas de preservar as tradições ou reverter a sociedade para uma forma como era percebida no passado. A tecnofobia pode ser vista como uma forma especializada de neofobia por causa do temor de novas tecnologias.
  10. Pteronofobia – Medo de cócegas com penas. A pteronofobia é o medo irracional de que alguém lhe faça cócegas com uma pena. Certamente eventos ocorridos na infância podem levar a este medo se a criança sente-se encurralada e atormentada com a brincadeira.

O Dia Do Seu Nascimento Pela Numerologia

Quem nasce no dia 02 é carente de dar dó. Já quem vem ao mundo no dia 16, além de desastrado, tem tendência ao azar. Se nascer no dia 25 é um preguiçoso. No dia seguinte, 26, é exibicionista. Parece brincadeira?

“Apenas o dia de nascimento já pode indicar aspectos importantes da personalidade e do destino de uma pessoa. É infalível”, diz o numerólogo Paulo César Razec. “Às vezes, estou conversando com alguém que acabei de conhecer e quando percebo algum traço marcante, digo a data que tem a ver com aquela marca pessoal. É engraçado, porque acabo acertando o aniversário da pessoa e causando espanto.” ·

Paulo César criou uma “tabela natalícia”.

Confira a sua data de nascimento e veja se a análise do numerólogo confere com a personalidade descrita:

Dia 01
Quem nasce neste dia “primeiro bate com a cabeça na parede para só depois perguntar porque bateu”. São pessoas individualistas e que gostam de ser o centro das atenções. Dão ótimos chefes pois são líderes natos. Embora sensíveis e de sentimentos profundos, não os demonstram.


Dia 02
Quanta carência! Nascidos no dia 2 acreditam que seus irmãos, primos e amigos sempre receberam mais afeto do que eles. Não adianta insistir. Os “2″ trabalha melhor em grupo do que sozinho. Aprecia muita a música e tem grande talento para a dança ou para tocar um instrumento. É sensível e deve lutar contra a tendência à depressão.

Dia 03
Fofoca é do que os nascidos nesse dia mais gostam. Falam demais e sem pensar. Pegam várias coisas para fazer ao mesmo tempo e depois não dão conta. Têm temperamento intelectual, artístico e criativo e capacidade para se recuperar rapidamente de qualquer doença. Gostam de ter muitos amigos e têm excelente senso de humor.

Dia 04
Tenha a idade que tiver, o nativo do dia 4 parece ter no mínimo 60 anos. É um “velho” por natureza. Tradicional e conservador, não se adequar facilmente às inovações. Essa personalidade é ideal para o mundo dos negócios. É um trabalhador incansável. Poderia ter como ocupação secundária a música, a pintura ou a escultura.

Dia 05
Se puder, os “5″ estará sempre com uma mochila nas costas, pronto para viajar. Adora esportes radicais, não gosta de ter casa própria, nem emprego fixo. Tem boa voz e podem alegrar os outros cantando. Irradia entusiasmo e tem personalidade magnética, característica ótima para um vendedor.

Dia 06
É um eterno apaixonado. Sua máxima é: antes mal acompanhado do que só. Casa aos 18 e tem o primeiro filho aos 19 - cedo, enfim. Planta raízes profundas no lar e na comunidade por conta de sua natureza amorosa. Elogios são essenciais para a sua felicidade. Não suporta críticas.

Dia 07
Este número rege a perfeição. Quem nasce sob ele são “pessoas chatinhas que nunca estão contentes com nada e cobram perfeição de si mesmas e dos outros”. É o cricri, o chato, para quem tudo tem de estar sempre no lugar. Pode se especializar na área científica. Já que não lhe agrada receber ordens, é melhor trabalhar sozinho.

Dia 08

“O que vou ganhar com isso?” Essa é a pergunta mais comum feita por alguém que nasceu neste dia. Essa pessoa tem talento para os negócios, tem capacidade executiva e facilidade para ganhar dinheiro. Gosta de causar boa impressão e aprecia gestos generosos, como fazer doações.

Dia 09
Sabe aquele velhinho metido a garotão? Ele nasceu no dia 9. São pessoas que “nascem” com 80 anos e vão rejuvenescendo à medida que o tempo passa. São essencialmente humanas e consideradas os irmãos mais velhos da turma. Podem ter êxito na área literária, artística, publicitária ou religiosa.

Dia 10
Número poderoso. No Antigo Testamento, Deus se apresenta como o número 10. Quem nasce nesse dia terá todas as chances do mundo de prosperar na vida. Porém, tem tendência a altos e baixas de prosperidade por causa do ego inflado. Precisam entrar em sintonia com sua espiritualidade para evitar uma queda. Criativos, podem seguir qualquer linha artística.

Dia 11
Bom dia para nascer. No dia 11 nascem pessoas de ideais e aspirações e que estão sempre em evidência. Embora pareçam calmas, são tensas e emocionalmente exageradas em seus amores. Mas tendem a reprimir seus desejos e impulsos sexuais.

Dia 12
Tudo tende a ser um drama, um sacrifício, para quem nasce no dia 12. Nada é realizado de forma prazerosa. Parece que ser feliz nunca é possível. Essas pessoas precisam aprender a não desperdiçar as energias, mas precisam manter-se intelectualmente ocupadas, para evitar a depressão. São bons pais e professores, porém demasiadamente severos.


Dia 13
Ao contrário do que se pensa este não é um número negativo. Significa a morte, mas não no sentido físico, e sim no de acabar com tudo o que não é mais importante. Essas pessoas são um pouco descontentes e resmungonas - isso acontece porque estão em constante transformação. Podem ser bons gerentes pois são sistemáticos, práticos e trabalham duramente.

Dia 14
É o número da alquimia e indica talento para lidar com ervas e na área de medicamentos. Ativo, perspicaz e emotivo, quem nasce nesse dia gosta de correr riscos, mas deve se cuidar para não se deixar levar por vícios. O casamento poderá trazer-lhe estabilidade. O sucesso virá se seguir seu talento na área de vendas, viagens, mineração ou corretagem.

Dia 15
Este é o número da luxúria. Quem nasce no dia 15 tende a ser dissimulado e costuma conseguir tudo o que quer na vida. Dá muito valor aos prazeres em geral e pode até recorrer a negócios ilícitos em nome deles. É ligado à família, tem talento para a culinária e sempre atrai
boas oportunidades.

Dia 16
Estes são aqueles que quebram seus brinquedos quando crianças e tornam-se adultos para lá de desastrados. Têm tendência a atrair o azar. Por outro lado, se receberem a tarefa de reerguer uma empresa falida, por exemplo, terão mais êxito do que qualquer outro, por estarem acostumados a reconstruir. Um conselho da Numerologia para anular o aspecto azarado desse número é comemorar o aniversário sempre no dia 17.

Dia 17
Este nasceu para brilhar sem fazer força. Possui facilidade para os negócios e talento para qualquer atividade técnica ou científica. Cético, exige provas de tudo, inclusive no âmbito espiritual. Deve ter o seu próprio negócio.

Dia 18
O número indica grande mediunidade. Quem nasce nesse dia tem forte intuição e costuma ter sonhos premonitórios. Tem habilidade para dar conselhos sensatos, ama a música e a arte. Deve estar preparado para mudanças e viagens. É intelectual, emotivo e requintado.

Dia 19
Cuidado! Você pode dormir rei e acordar plebeu. Este é um número cármico e desde a antiguidade está ligado ao sol - e esse astro tanto pode promover a vida quanto fazer secar até a morte. Iindependente e perseverante, você têm tendência a se deixar levar pela cólera.

Dia 20
Se pegarmos a agenda desta pessoa, encontraremos o telefone do amiguinho da primeira série. Cultivar as amizades e ter o passado como base de vida são as características principais da personalidade delas. Sempre terão um segunda chance na vida. São pacificadores natos e muito ligados à família. Talento para a diplomacia e para as artes.

Dia 21
São os crianções. Eternamente joviais, têm uma loucura sadia que os faz interessar-se em várias coisas ao mesmo tempo. Podem sobressair-se nas artes dramáticas ou em qualquer área de expressão que use as palavras. Magnéticos e musicais, amam a beleza, a arte e a dança.

Dia 22

Sente-se o dono do mundo, um verdadeiro rei. Tende a ser arrogante. Como tudo acontece em dobro para estas pessoas, elas devem esforçar-se para viver construtiva e harmonicamente. Para isso, devem ter cuidado em manter o equilíbrio entre suas emoções e o lado prático de sua natureza.

Dia 23
Sensitivo e compreensivo, este é o “rei” do mundo espiritual. Pode tornar-se um líder religioso. Tem personalidade encantadora e inclinação social. Sua meta deve ser elevada, porque é necessário que se orgulhe de suas realizações.

Dia 24
Casar e enterrar cônjuges. Esta é a sina de quem nasce no dia 24. Estas pessoas não conseguem ficar sozinhas e não se importam, se for preciso, em colecionar divórcios. São práticos, mas tendem a sonhar. Tem um ego muito desenvolvido e são cozinheiros natos. A voz agradável favorece o canto.

Dia 25

Que preguiça! Tudo é pela lei do menor esforço. Sua primeira reação a qualquer proposta é habitualmente um “não”. O maior defeito é subestimar suas próprias qualidades. Deve ter cuidado para não se tornar pessimista, crítico ou extravagante.

Dia 26
Sabe o destaque do abre-alas da escola de samba na avenida? É este aqui. Exibicionista, adora impressionar. Troca facilmente um bom jantar em um restaurante simples, por apenas um café e uma água em outro sofisticado, pelo simples prazer de ver e ser visto. Dá um ótimo relações-públicas.

Dia 27
Este é daqueles que cheira à naftalina. Chama os empregados de serviçais e exige que eles usem uniformes para circularem em sua casa decorada de forma tradicional. Trata-se de um intelectual com grande talento literário. Trabalha melhor sozinho, já que não gosta de dar satisfação de sua conduta.

Dia 28
É um sonhador. Tem todas as chances do mundo de chegar ao topo, mas contenta-se apenas em sonhar com isso por pura preguiça. Ama a liberdade e sofre com freqüência por causa das limitações que a vida impõe. Avesso a convenções, gosta de fazer as coisas a sua maneira.

Dia 29
Exagero é a característica principal de quem nasce no dia 29. Faz tempestade em copo d’ água por qualquer coisa. Uma gripe na sua versão vira pneumonia. Porém, é capaz de grandes realizações em diversas áreas. Radical em tudo o que faz, experimenta emoções intensas e pode voltar-se para a área religiosa.

Dia 30
O número da intelectualidade. Neste dias nascem pessoas de grande imaginação e intuição, que apreciam a arte, a música e o teatro e são eloqüentes.

Dia 31
O burocrata. De senso prático, tem grande capacidade para tornar-se um excelente administrador de empresas Trabalha duramente, é honesto, leal, determinado e econômico. É daquelas pessoas que desejam a responsabilidade desde cedo. Por essas e outras, casa jovem.

20 DICAS E PENSAMENTOS PARA VOCÊ TER MAIS CRIATIVIDADE 

1. NOTE E ANOTE TUDO. Crie o hábito de anotar tudo que você vê, lê ou venha a lembrar. Tenha sempre à mão – lápis, caneta e papel –, jamais, confie na memória. “Você está sempre livre para mudar de idéias e escolher um futuro ou um passado diferente” (Richard Bach).

2. AVALIE AS ANOTAÇÕES. Defina um dia da semana e faça uma avaliação em suas anotações. Separe as melhores idéias ou coloque-as em ordem de importância. “A vida não é ter na mão boas cartas, mas sim saber jogar com as cartas que ela nos dá” (Josh Billinge).

3. FAÇA UM ESTOQUE DE IDÉIAS. Arquive de forma simples e de fácil acesso. Procure separá-las por assuntos. Idéias para melhorar sua eficiência, sua qualidade de vida, seu relacionamento com a família e às pessoas. “Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha” (Confúcio).

4. VEJA E OUÇA ATENTAMENTE. Aprenda a enxergar nos olhos das pessoas o que elas gostariam de dizer e ao ouvir perceba as coisas que não foram ditas. “Você é aquilo que você faz continuamente. Excelência não é uma eventualidade – é um hábito” (Aristóteles).

5. VEJA AS COISAS COMO SE FOSSE A ÚLTIMA VEZ. Tudo deve ser observado com cuidado e atenção. O processo criativo passa por algumas fases: preparação, incubação, iluminação, verificação e avaliação. Ligue-se nos “detalhes” – são eles que fazem a diferença –, “Aproveite bem as pequenas coisas. Algum dia você vai saber que elas eram grandes” (Robert Brault).

6. ATIVE A SUA CURIOSIDADE. Veja tudo como se fosse à primeira vez, observe os lugares e as coisas. Fale com o maior número de pessoas, independente da sua classificação social, raça ou religião. “Poucos rios surgem de grandes nascentes, mas muitos crescem recolhendo filetes de água” (Ovídio).

7. CRIAR DEVE ASSOCIAR-SE ÀS PESQUISAS. Acostume-se a fazer perguntar: O que, Como, Por que, Onde, Quem, Qual, Quando. “É melhor fazer algumas perguntas do que achar que sabe todas as respostas” (James Thurber).

  8. AMPLIE O SEU CONHECIMENTO. Assista filmes (independente da época que foram produzidos), faça viagens, leia livros, conheça novas pessoas, assista transmissões esportivas, musicais, palestras. “As idéias são como filhos errantes: aparecem quando menos se espera” (Bern Willians).

9. NUNCA “ACHE” NADA. PROCURE “ENTENDER”. Não faça julgamentos precipitados através da “achologia”. Ser criativo requer dedicação, metodologia, determinação e persistência. “A excelência consiste em fazer algo comum de maneira incomum” (Booker Washington).

10. MANTENHA O CÉREBRO LIGADO. Você tem de estar atento a todas as possibilidades. Numa fração de segundos, uma nova idéia poderá passar a sua frente e a sua mente deve estar aberta para recebê-la. “O ontem, foi-se. O amanhã pode não vir. O que temos é o agora” (Plutarco).

11. SEJA OTIMISTA E POSITIVO. O ser criativo visualiza insistentemente os pontos fortes das “coisas”; nas relações profissionais, de lazer e familiar. Pensar e agir com otimismo, contribui na realização dos objetivos. “O covarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste” (Norman Vincent Peale).

12. TODO DIA É DIA PARA PENSAR. Defina um local e separe todos os dias dez minutos do seu tempo. No final de um mês você terá utilizado 300 minutos ou cinco horas. “Quem mata o tempo não é um assassino é um suicida” (Millor Fernandes).

  13. AS GRANDES IDÉIAS NASCEM DE PEQUENOS “LAMPEJOS”. Portanto, seja persistente. Combine, adapte, altere, diminua, aumente, associe, substitua, reorganize e se ainda não encontrar a utilização da sua criação, inverta tudo. Nunca desista. “A visão sem ação não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo. A visão com ação pode mudar o mundo” (Joel Baker).

  14. COMBATA OS DESEQUILÍBRIOS DA VIDA MODERNA. Pessimismo, barulho, tabagismo, alcoolismo, negativismo, fadiga e outros excessos que o levem a irritação e desequilíbrio. “Tudo de bom acontece às pessoas com disposição alegre” (Voltaire).

15. CULTIVE O BOM HUMOR. A criatividade depende do seu senso de humor. Mantenha-se de bem com a sua vida e as coisas que a rodeiam. Veja as coisas com alegria e desprendimento. “O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz” (Leo Nikolayevich, Conde Tolstoi).

16. TENHA CORAGEM E AUTOCONFIANÇA. A coragem deve estar atrelada à sua determinação “de poder atingir o que deseja, quer e acredita”. A autoconfiança, desenvolvida através de habilidades, atitudes e auto-desenvolvimento . “Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos” (Eduardo Galeano).

17. SAIBA UTILIZAR O SEU TEMPO. Deixe a ociosidade de lado e aproveite ao máximo o tempo que é só seu. Lembre-se de que a maioria das grandes idéias foi criada nos momentos ociosos de seus criadores. “Minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração” (Thomas Edison).

18. UM PRODUTO PRONTO DEVE SER APRESENTADO. Mesmo que a sua idéia não esteja totalmente concluída, coloque-a em prática e vá acertando, até atingir a finalização. Lembre-se de que é muito melhor colocar uma pequena idéia em prática que uma grande idéia arquivada. “Nunca é tarde para tentar o desconhecido. Nunca é tarde para ir mais longe” (D”Annunzio).

19. SAIBA DESCOBRIR OS EVENTUAIS DEFEITOS. Exija do seu subconsciente e faça-o atuar. Ele precisa dia e noite, ser alimentado de cada passo dado na finalização das idéias. Reestude. Verifique. Repense. E encontre onde foi cometido o deslize. “O pessimista é aquele que reclama do barulho, quando a oportunidade bate à sua porta” (Michael Levine).

  20. APROVEITE E DESFRUTE DOS RESULTADOS. A criatividade não deve ser entendida como um dom ou algo que só os iluminados possuem. Todo ser humano possui e pode explorá-la. Basta querer fazer com que as idéias fluam e transformem- se em realizações. Uma vez produzidas é só usufruir. “Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis” (Sêneca).

Troca De Elogios

Amor I
- Sabe, querida, quando você fala me faz lembrar o mar…
- Puxa, amor. Não sabia que te impressiono tanto.
- Não é que me impressione. É que enjoa.

Amor II
- Querida, vamos ter que começar a economizar.
- Tudo bem… Mas como?
- Aprenda a cozinhar e mande a empregada embora.
- Tá legal… Então aprenda a fazer amor e pode dispensar o motorista..

Amor III
Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E a Eva pergunta:
- Adão, você me ama? E o Adão, resmungando:
- E eu lá tenho outra escolha?

Amor IV
O cara pergunta para a mulher:
- Querida, quando eu morrer, você vai chorar muito?
- Claro, querido. Você sabe que eu choro por qualquer besteira…

Amor V
Na cama, o marido se vira para a jovem esposa e pergunta:
- Querida, me diga que sou o primeiro homem da sua vida.
Ela olha para o babaca e responde:
- Pode ser… Sua cara não me é estranha…

Amor VI
Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer.
Ao passarem por uma fazenda em que havia mulas, vacas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes seus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra!!!! (a melhor)

Amor VII

Marido pergunta pra mulher:
- Vamos tentar uma posição diferente essa noite?
A mulher responde:
- Boa idéia, você fica aqui em pé na pia lavando a louça e eu sento no sofá!!!!!

Amor VIII
- A mulher compra um kit da Tiazinha para surpreender o maridão que há tempos não se animava.
- E aí, querido? Com quem eu fiquei parecida?
- Do pescoço pra cima com o Zorro, do pescoço pra baixo, com o sargento Garcia.

Amor IX
O marido decide mudar de atitude.
Chega em casa todo machão e ordena:
- Eu quero que você prepare uma refeição dos deuses para o jantar e quando eu terminar espero uma sobremesa divina. Depois do jantar você vai me fazer um whisky e preparar um banho porque eu preciso relaxar. E tem mais, quando eu terminar o banho, adivinha quem vai me vestir e me pentear?
- O homem da funerária… respondeu, placidamente, a esposa.

Amor X
- Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou inteligente?
- Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você.

Amor XI
Marido e mulher estão tomando cerveja num barzinho.
Ele vira pra ela e diz:
- Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha?
Pois eu me separei dela faz sete anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber. A mulher responde:
- Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim! (essa é otima)!!!!

O Rico E O Pobre

O Rico e o Pobre

Estava quente e úmido, e o bulício da grande cidade enchia o ar. Do mar soprava uma brisa morna, cheirando a pez e a petróleo. O sol já se punha, vermelho, nas águas distantes, mas o calor continuava, irremitente. O numeroso grupo que enchia a sala retirou-se dentro em pouco; saímos para a rua.

Os papagaios, como jatos verdes de luz, recolhiam-se aos seus pousos. De manhã cedo voavam para o norte, onde estavam os pomares, as searas verdejantes, as campinas, e voltavam ao escurecer para pernoitar nas árvores da cidade. O seu vôo nunca era sereno, mas sempre estouvado, barulhento, brilhante. Jamais voavam em linha reta como as outras aves; guinavam para a direita, para a esquerda, ou mergulhavam súitamente na folhagem de uma árvore. Eram, no vôo, as aves mais irrequietas; mas como eram belos, com seus bicos vermelhos e aquele verde aurifulgente, glorioso! Os abutres, pesados  feios, voltejavam no ar e se instalavam nas palmeiras para o repouso da noite.

Um homem aproximou-se, tocando uma flauta. Era um serviçal qualquer. Começou a subir o morro, sempre tocando, nós o seguimos; entrou numa das ruas laterais, sem parar de tocar. Era estranha aquela canção da flauta misturada ao barulho da cidade, e os sons penetravam fundo no coração. Fascinados pela música, seguimos o flautista um bom pedaço. Atravessamos várias ruas e chegamos a uma outra mais larga mais bem iluminada. Adiante, um grupo de pessoas estava sentado de pernas cruzadas, à margem da estrada e o tocador de flauta reuniu-se a ele. O mesmo fizemos nós. E ficamos sentados, todos, em roda, e ele a tocar. Os do grupo eram, em sua maioria, motoristas, criados, vigias noturnos, acompanhados, de muitas crianças e de um ou outro cachorro. Perpassavam carros; num deles, dirigido por um motorista particular, e com as luzes interiores acesas, vinha uma dama lindamente vestida, e sozinha. Outro carro aproximou-se; o motorista desceu sentou-se conosco. Todos falavam e se divertiam, rindo e gesticulando; a canção da flauta, entretanto, não esmorecia. E reinava a alegria.

Passado algum tempo, nos despedimos e tomamos por um caminho que levava ao mar, ladeado pelas habitações bem iluminadas dos ricos. Os ricos têm uma atmosfera peculiar, própria. Por mais cultos, e comedidos, idosos e polidos que sejam, vivem os ricos num isolamento impenetrável e arrogante, em inviolável segurança e rigidez difícil de amaciar. Eles não possuem a sua riqueza: a sua riqueza os possui — o que é pior do que a morte. Sua vaidade é a filantropia; consideram-se os fiéis comissários da própria fortuna. Dão suas contribuições caritativas, criam dotações. Eles são os que fazem, constroem, dão. Erguem igrejas e templos, mas o seu deus é o deus do seu ouro. Vendo-se tanta pobreza e miséria pelo mundo, é preciso ter-se uma couraça para ser rico. Alguns deles vêm fazer-nos perguntas, discutir, buscar a Realidade. Tanto ao rico como ao pobre é dificílimo encontrá-la. Estes anseiam por ser ricos e poderosos; aqueles já estão aprisionados na rede de suas próprias ações; entretanto, eles crêem e tentam aproximar-se. Não especulam apenas na Bolsa, mas também a respeito da Realidade Final. Jogam com as duas coisas; só têm sorte, porém, com aquela que lhes ocupa o coração. Suas crenças e cerimônias, suas esperanças e temores, nada têm em comum com a Realidade, porque seus corações são vazios. Quanto maior a ostentação exterior, tanto maior a pobreza interior.

Renunciar ao mundo da riqueza, do conforto e da posição, é relativamente fácil; mas acabar com a ânsia de ser, de vir a ser, requer muita inteligência e compreensão. O poder que a riqueza confere é um obstáculo à compreensão da Realidade; igualmente o é o poder do talento e da capacidade. Esta forma de confiança é evidentemente uma atividade do eu e, embora difícil, é possível extirpar esta espécie de arrogância e de poder. O que é muito mais sutil e oculto, porém, é a força e o ímpeto existente na ânsia de vir a ser. A expansão do eu, sob qualquer aspecto, pela riqueza, pela virtude, é um processo de conflito, causador de antagonismo e confusão. A mente carregada do vir a ser nunca pode estar tranqüila, pois a tranqüilidade não é um resultado de exercícios nem do tempo. A tranqüilidade é um estado de compreensão, e o vir a ser nega a compreensão. O vir a ser cria a noção do tempo, o que, com efeito, significa adiamento da compreensão. O eu serei é uma ilusão nascida da arrogância do eu.

O mar era tão agitado como a cidade; sua agitação, entretanto, tinha profundeza e substância. A estrela da tarde mostrava-se no horizonte. Voltamos por uma rua fervilhante de ônibus, automóveis e povo. Na calçada jazia exposto um homem adormecido. Era um mendigo exausto, de uma magreza mortal; foi difícil despertá-lo. Além, viam-se os gramados e as flores louçãs de um jardim público.

O Cão Kung Fu

Um casal recém-casado muda-se para uma casa nova.
Preocupado com a segurança de sua residência o marido pede para a esposa comprar um cão de guarda.
No dia seguinte ela se dirige a um petshop:
- Por favor, eu gostaria de comprar um cão de guarda um que fosse bem bravo, de preferência!
O atendente diz:
- Acabou de chegar uma novidade da China. É o famoso Cão Kung-Fu.
Então ele traz dos fundos da loja, uma pequena caixa de papelão.
Tira lá de dentro um minúsculo chihuahua.
A mulher dá um grito:
- Mas que é isso? Olha o tamanho desse bicho. Se entrar um ladrão lá em casa, ele vai simplesmente chutar o cachorro longe! Que brincadeira de mau gosto!!
O vendedor então explica:
- Não! Não é tão simples quanto parece. Esse cão é treinado e responde a uma ordem de ataque. Ele trucida o que estiver na frente. Observe:
O vendedor coloca um pedaço de madeira forte em frente ao pequeno bichinho.
E ordena:
- KUNG-FU MADEIRA!!!!!
O chihuahua destrói completamente a madeira, sem deixar vestígios!
Então coloca um bloco de cimento e diz:
- KUNG-FU CIMENTO!!!
O cachorro voa em direção ao bloco e em poucos segundos não sobra nada…
A mulher, convencida do poder do pequeno cãozinho, compra o animal e leva-o pra casa.
O marido chega em casa perguntando pelo cachorro.
A esposa busca a caixa e tira o bichinho.
O marido se revolta:
- Mas que é isso? Pelo amor de Deus!!! Você não sabe fazer nada direito? Olha pra isso!!! hahahahaha.. . ridículo!
- Calma meu bem! Ele veio da China! É o famoso Cão Kung-Fu!!
O marido grita:
- KUNG-FU O CACETE!!!…

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